Taxa extra para mais conforto a bordo

Com a popularização das viagens aéreas, o aperto na classe econômica tem crescido em vôos nacionais e internacionais. O problema tende a se agravar e, a partir do ano que vem os passageiros poderão notar uma nova etiqueta colada nos aviões.

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O adesivo é uma promessa da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que quer classificar as aeronaves em relação ao “seat pitch” (espaço entre as poltronas). A idéia é que o passageiro possa escolher entre pagar menos por um vôo mais apertado ou pagar mais para ter algum conforto. Segundo as informações das companhias repassadas à Anac, todos os aviões se encaixariam na categoria A, a melhor, em que a distância entre as poltronas é igual ou maior que 76 cm.

Numa pesquisa realizada pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), os passageiros deram nota nove -numa escala de zero a dez, em que dez é a pior nota- para o pouco espaço para movimentar o corpo.

Mesmo na classe econômica, há lugares melhores. Nas poltronas do corredor, o passageiro pode esticar as pernas na passagem. Outra posição bastante disputada é a dos assentos que ficam na primeira fileira e os logo atrás das saídas de emergência, que têm mais espaço na frente. Os que ficam antes da saída de emergência têm mais espaço para as pernas, mas a reclinação é limitada ou inexistente. E, exatamente por serem mais procurados, as companhias aéreas passaram a cobrar uma taxa extra sobre o valor das passagens aéreas para quem quiser se sentar neles.

Há cerca de três meses, a TAM começou a cobrar, como projeto piloto, uma taxa de R$ 10 a R$ 40 de quem voar em trechos nacionais nos assentos próximos às saídas de emergência ou na primeira fileira. Nos vôos internacionais, a taxa é de US$ 50.

Na Air France e na KLM, é cobrada uma taxa extra entre 20 e 70, dependendo da duração do vôo. A Azul cobra R$ 20 por trecho para quem quiser ficar no “espaço azul”, que tem até 86 cm entre as poltronas, pois nas demais, a distância é de 79 cm.

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